A ECOCONSTRUCT BRAZIL presta consultoria para Condomínios Comerciais, Residenciais e Industriais que pretendam implementar estratégias de sustentabilidade com foco em viabilidade econômica, justiça social e políticas ambientalmente amigáveis.
Prédios criam espaços para acomodar bikes
Não é apenas nas ruas que as bicicletas estão ganhando mais espaço. A
cultura das magrelas extrapolou as questões relacionadas à mobilidade e
infraestrutura urbana e chegou ao mercado imobiliário. Cada vez mais, as
construtoras investem na oferta de bicicletários para proporcionar comodidade e
segurança para quem utiliza a bike no dia a dia, seja como meio de transporte
ou item de lazer.
A necessidade de espaço para acomodar as magrelas é maior nos
empreendimentos com unidades menores, mas algumas construtoras estão indo além.
"Procuramos incluir o bicicletário em todos os empreendimentos,
independentemente do tamanho privativo das unidades. A bicicleta é um item
difícil de guardar no apartamento, então o espaço na área comum traz conforto
para o morador", diz Mayra Doria Mattana, diretora da Construtora Doria.
Mas não é apenas nos condomínios residenciais que os bicicletários estão
ganhando terreno. Lançamentos comerciais de alto padrão - como o Inspira
Business -também estão antenados?às novas tendências de mobilidade. "O uso da
bicicleta como meio de transporte é irreversível. Em São Paulo, temos diretores
que vão ao escritório de bicicleta. Quando notamos isso pensamos em incorporar
aos comerciais", conta João Auada Júnior, diretor de negócios da Tecnisa.
Mais do que um atrativo aos clientes, a presença dos locais apropriados
para abrigar as "magrelas" tornou-se uma exigência para os novos
empreendimentos com a publicação de um decreto municipal neste ano, como lembra
a arquiteta e gerente de projetos da Invespark Empreendimentos Imobiliários,
Michelle Beber. "A prefeitura vem incentivando o uso da bicicleta e a cultura
das pessoas está mudando. Como incorporadora, temos de estimular e inserir nos
projetos esse conceito que estimula a qualidade de vida", acrescenta.
A crescente presença dos bicicletários entre as áreas comuns fez com que
algumas empresas buscassem alternativas para diferenciar seus empreendimentos
no mercado. Um exemplo é o HUB, da Tecnisa, que contará com o bike share, um
bicicletário que será entregue com 40 bicicletas para uso compartilhado pelos
moradores. "O pré-lançamento Araucárias terá bicicletários com pontos de
tomadas alimentados por energia solar para a recarga de bicicletas elétricas. À
medida que a tecnologia evolui, vamos pensando em novidades", conta Auada.
A presença dos bicicletários nos empreendimentos ainda não é um fator
determinante na decisão de compra de um apartamento, mas os especialistas
afirmam que a possibilidade de contar com o espaço "extra" é recebida de forma
positiva pelos futuros moradores.
"Tudo o que agrega em termos de qualidade de vida e conforto para o
usuário valoriza o empreendimento, pois se torna um facilitador para o dia a
dia do usuário. Por enquanto, o bicicletário é visto como um diferencial, mas existe
a tendência de que se torne uma exigência pela mudança do estilo de vida das
pessoas", prevê Mayra.
Legislação
Em vigor desde fevereiro deste ano, o decreto municipal nº 92/2014
regulamenta a obrigatoriedade da implantação de área de estacionamento para
motocicletas e bicicletas nos imóveis construídos em Curitiba a partir desta
data. A exigência vale tanto para imóveis residenciais quanto para
empreendimentos de uso comercial ou outros fins. De acordo com o decreto, o
número de vagas exclusivas para bikes e motos nesses empreendimentos deve
obedecer à proporção de 5% da área mínima exigida para o estacionamento de automóveis.
Bicicletários eliminam problemas com bikes
Quando receberam as chaves, no final de 2009, os condôminos do
Residencial Moradas do Campo não contavam com bicicletário entre os espaços
comuns do empreendimento. Como alguns moradores tinham bicicletas, a solução
foi guardar as "magrelas" dentro do apartamento, o que gerou alguns
transtornos, lembra a síndica Vanusa Vieira. "Ao subir com as bicicletas para
as unidades, os pneus acabavam sujando a escadaria do prédio. Ainda havia
moradores que deixavam as bikes embaixo das escadas ou em outras áreas comuns,
o que não era permitido", conta. Tais questões criaram um problema de logística
interna que levou o condomínio a buscar uma solução definitiva.?A opção foi
investir na instalação de um bicicletário. Em 2012, a proposta foi aprovada em
assembleia e demorou cerca de três meses para que o espaço, feito sob medida,
estivesse pronto para uso. "Procuramos vários orçamentos com empresas
especializadas, mas optamos por uma serralheria que o construiu de acordo com
nossa necessidade. Escolhemos uma área gramada nos fundos para receber os
suportes e a cobertura, assim o bicicletário não afetou a estética do
condomínio", conta Vanusa.
O investimento total para a instalação do espaço foi de R$ 15 mil,
rateado entre as 320 unidades que compõem o condomínio. Mesmo os morador es que
não tinham bicicletas concordaram com o gasto, que trouxe valorização para o
imóvel.
Hoje, cerca de 150 das 200 vagas do bicicletário estão ocupadas. Não há
limite de vagas por unidade, como ocorre com a garagem, mas Vanusa lembra que o
morador tem de fazer a sua parte para a manutenção do espaço. "A
responsabilidade sobre a guarda das bicicletas é dos moradores.
Eles devem levá-las até o bicicletário e fechá-las com cadeado próprio
para garantir a segurança das bikes, já que o condomínio não se
responsabiliza", explica.
Por Sharon Abdalla - Fonte: Gazeta do Povo
Um prédio
deve ser sustentável como uma árvore, diz químico alemão criador do conceito
cradle-to-cradle
Parece uma ideia maluca? Pois essa é apenas uma das
ideias defendidas pelo químico alemão Michael Braungart. Criador do conceito
cradle-to-cradle (em tradução literal: do berço ao berço), ele acredita que
tudo, absolutamente tudo o que é produzido pelo homem, deve ser feito com
materiais que possam ser usados e reusados em ciclos infinitos ou que se
decomponham naturalmente se transformando em fertilizantes para assim não
causar qualquer impacto negativo na natureza.
Radical? Certamente, mas o professor - que lançou
por aqui o livro "Cradle-to-cradle" (da editora GG Brasil) somente
este ano, com 12 anos de atraso em relação à edição original - tem fãs célebres
como Brad Pitt e presta consultoria a grandes multinacionais que vão das
montadoras Volkswagen e BMW à fábrica de lingerie, Triumph.
Conversamos por e-mail com o professor Braungart
que fala de questões como gestão de resíduos, ciclo de vida dos materiais e
sustentabilidade.
O senhor acha que o mundo avançou na questão da
sustentabilidade nesses 12 anos que se passaram desde que escreveu o livro
"Cradle-to-cradle"?
A maneira como a gente vê a sustentabilidade hoje
tem mais a ver com fazer "menos mal" do que com ser realmente bom. A
maioria dos projetos sustentáveis são focados na redução de perdas de produção,
do consumo de água e energia, assim como no uso de novos materiais que
minimizam o esgotamento dos recursos. Mas, a química desses novos materiais pode
ser igual e até pior que de suas antigas versões. Isso é uma ameaça para a
nossa saúde e para o meio-ambiente. O objetivo não deveria ser causar menos
impacto, mas causar um impacto positivo. Mas, acredito que sim, nós avançamos.
E estamos nos encaminhando para uma nova revolução industrial, na qual o
conceito de cradle-to-cradle conduz a um movimento crescente dedicado ao
desenvolvimento seguro de materiais e produtos.
Então, aplicar o conceito de cradle-to-cradle seria
uma questão de sobrevivência...
Temos que nos preocupar com os materiais que usamos
tanto como nos preocupamos com o consumo de água e energia ou a emissão de
carbono. Essas são questões importantes, claro, mas não deveriam ter mais
importância do que a qualidade do ar dentro dos prédios, por exemplo, pois isso
influencia diretamente a saúde de seus ocupantes. E os arquitetos vêm usando
materiais dos quais não temos informação suficiente para saber que tipo de
riscos podem trazer para a nossa saúde e para o meio-ambiente.
Como o senhor vê a questão da gestão de resíduos
atualmente?
Na natureza, resíduo é comida. Tudo é nutriente
para alguma outra coisa. Entender como funcionam os processos naturais permite
que arquitetos e designers reconheçam que qualquer material pode ser visto como
um "nutriente". Então, nossa produção não deveria ter nenhuma perda
ou desperdício. O design cradle-to-cradle tem uma filosofia completamente
diferente. Ele é baseado no ciclo natural dos nutrientes. E na natureza, não há
perdas. Os processos atuais de reciclagem são downcycling, ou seja, reduzem a
qualidade do material durante vários ciclos de vida até que ele não tenha mais
utilidade. Por isso defendo o upcycling, que é o reuso dos materiais na criação
de novos produtos, depois de sua vida comercial. Com isso, eles podem circular
na indústria indefinidamente.
O Brasil não tem uma política de análise do ciclo
de vida dos materiais. Essa não deveria ser uma preocupação tanto das
indústrias quanto dos governos?
É muito importante analisar o ciclo de vida dos
materiais e é essencial que a gente os devolva à indústria, para que sejam
aproveitados. Para que isso aconteça, governos, indústrias, designers e
consumidores precisam entender que tudo aquilo que usamos hoje deve ser apto a
retornar à indústria indefinidamente. Chegou a hora de adotar estratégias que
resolvam o problema em vez de simplesmente aliviar as questões associadas à
produção.
O senhor é um crítico da arquitetura que é
reproduzida da mesma forma em qualquer cidade do mundo...
Variação e diversidade podem não ser eficientes,
mas são extremamente eficazes. O conceito de cradle-to-cradle é justamente
sobre eficácia e benefícios. Nós não pensamos em desperdiçar menos ou causar
menos efeitos negativos. Pensamos em causar impactos positivos. Imagine, por exemplo,
prédios que produzam oxigênio, sequestrem carbono da atmosfera, purifiquem a
água, use, a energia solar como "combustível" e sejam bonitos. Uma
árvore faz isso.
Por Karine Tavares - Fonte: O Globo
Certificação ambiental chega aos bairros
Depois dos
"prédios verdes", chegou a vez da "vizinhança verde". Se as
certificações Leed (Leadership in Energy and Environmental Design, espécie de
atestado de respeito ao meio ambiente) começaram a aparecer em construções
brasileiras em 2004, agora, dez anos após, a busca é pelo selo de
Desenvolvimento de Bairros, concedido a empreendimentos com capacidade de
transformar o entorno.
O primeiro a
receber esse atestado na América Latina é o Ilha Pura, bairro planejado que
está sendo construído em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. Há registro também
do Parque da Cidade, conjunto de 13 torres, entre residenciais, comerciais,
hoteleiras e shopping center, em construção em um terreno de mais de 80 mil m2
na Chácara Santo Antonio, zona sul de São Paulo. E, conforme o Estado apurou,
outros quatro empreendimentos estão na fila - mas os processos correm em
sigilo.
O Ilha Pura terá
como primeiros moradores (temporários) os 18 mil atletas e integrantes de
comissões técnicas que estarão no Rio para participar da Olimpíada e da
Paralimpíada de 2016, a serem realizadas de 5 a 21 de agosto e de 7 a 18 de
setembro, respectivamente. Depois do evento, os 3.604 apartamentos,
distribuídos por 31 edifícios em 7 condomínios, receberão eventuais reparos e a
pintura definitiva e, a partir do primeiro semestre de 2017, serão entregues
aos compradores.
Os apartamentos têm
de dois a quatro quartos, com tamanhos que variam de 77 m2 a 227 m2, e custam a
partir de R$ 670 mil. Embora a obra tenha começado no segundo semestre de 2012
e já esteja 55% concluída, a venda começou em 11 de outubro passado. Em 1.º de
março de 2016 todos os prédios serão entregues ao Comitê Organizador da
Olimpíada, que vai devolvê-los após a Paraolimpíada.
A certificação Leed
para Desenvolvimento de Bairros foi conquistado pelo Ilha Pura após a avaliação
de 110 itens do empreendimento relativos à sustentabilidade. Os prédios terão
lâmpadas de baixo consumo, vidros especiais (para deixar o ambiente mais claro
e barrar a incidência do sol), aquecedores solares e telhado verde.
O prédio terá um
parque de 70 mil m2, ciclovia, equipamentos de ginástica em áreas comuns,
incentivo ao uso de bicicletas elétricas e um centro comercial. "Haverá
mercado e outros serviços do cotidiano, evitando que o morador precise pegar o
carro para fazer compras ou cortar o cabelo, por exemplo. Já as ciclovias e os
equipamentos de ginástica são um incentivo à prática de esportes", diz o
diretor geral do Ilha Pura, Maurício Cruz Lopes.
Na construção
também foram adotadas medidas de respeito ao ambiente. A instalação de duas
centrais de produção de concreto na área de obras evitou 100 mil viagens de
caminhão que seriam necessárias para buscar o produto em outras regiões. Cerca
de 80% do entulho produzido foi reaproveitado ou reciclado. A água usada em
torneiras nos vestiários dos operários foi reaproveitada.
Entorno. No caso
paulistano, a previsão de entrega total do Parque da Cidade está mais distante
- 2019 ou 2020. Mas as duas primeiras torres devem funcionar a partir do fim de
2015.
As preocupações com
o entorno estão em todo o projeto. O Parque da Cidade, cheio de ciclovias - uma
malha que se conectará à da cidade, no caso, à da Marginal do Pinheiros -, terá
90% de sua área livre de gradis. "E o conceito todo, de uso misto, também
aproxima os usos e as pessoas, incentivando transportes alternativos, caminhadas,
bicicletas", diz o arquiteto Luiz Felipe Aflalo Herman, do escritório
Aflalo e Gasperini, responsável pelo projeto.
Estimativas do
mercado indicam que construir um empreendimento verde custa de 4% a 6% mais do
que um convencional. Porém, os ganhos não são só ambientais. "Um prédio do
Parque da Cidade terá economia mensal de 60% na conta de água e de 20% na de
luz", diz Herman. "São só alguns exemplos de como o investimento se
paga fácil."
Por Edison Veiga e
Fábio Grellet - Fonte: O Estado de S. Paulo
Vivá Residence Cacupé é o primeiro condomínio residencial com fotovoltaica
O empreendimento de alto padrão conta com um sistema de 28 placas que abastece as áreas comuns, reduzindo a conta de energia em até 80%
Redação AECweb / e-Construmarket

A ideia de construir um condomínio de casas que seguisse os preceitos de sustentabilidade de forma séria surgiu de Luiz Augusto Marchi, idealizador do projeto Vivá Residence Cacupé, diretor da Comarchi execução de condomínios e Ecomarchi consultoria de projetos ambientais e sustentáveis. "Decidi implantar os conceitos de sustentabilidade de acordo com os indicadores internacionais que regem o assunto, selecionando os que se adéquam ao nosso cotidiano e ao nosso clima, em um condomínio que, realmente, buscasse qualidade de vida", afirma Marchi.

O condomínio de alto padrão com 99 mil m² tem metade de sua área verde preservada. É constituído por 43 terrenos com metragens que variam de 700 a 900 m². Está localizado no distrito de Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, e conta com projetos arquitetônicos assinados por Nelson Teixeira, Arte Arquitetura, Marchetti Bonetti, MOS e Ruschel.
"Trabalhamos a sustentabilidade de forma sistêmica no empreendimento. A primeira ação realizada foi a instalação de 28 placas fotovoltaicas que reduziram a conta de energia em cerca de 70 a 80%. O investimento retornará em oito anos aproximadamente. Após esse período, é lucro para o condomínio, já que as placas possuem vida útil de 25 anos", explica o idealizador.
A energia produzida abastece a área comum do condomínio, mas o manual de boas práticas incentiva os proprietários a implantar o sistema nas casas, fazendo do empreendimento um microgerador de energia. Após a implantação da solução, foi anunciada a resolução 482 da ANEEL que cria o sistema de compensação de energia. "A medida nos torna o primeiro condomínio residencial de casas no Brasil a aproveitar as regras criadas pela agência".

RESÍDUOS SÓLIDOS
Foi adotado, ainda, o PGRS - Programa Geral dos Resíduos Sólidos. "Adaptamos o condomínio para a separação e destinação final do lixo, armazenando-o corretamente, para que as cooperativas possam retirá-lo em grandes volumes, o que facilita a dinâmica de trabalho. O lixo orgânico é tratado em uma composteira do condomínio e utilizado para adubar o jardim e a horta orgânica, em formato de mandala, que produz hortaliças orgânicas para todos os moradores", comenta Marchi.
A energia produzida abastece a área comum do condomínio, mas o manual de boas práticas incentiva os proprietários a implantar o sistema nas casas, fazendo do empreendimento um microgerador de energia
Luiz Augusto Marchi
RECURSOS HÍDRICOS
O idealizador explica que o condomínio também avança no uso dos recursos hídricos. "Elaboramos um sistema de tratamento das águas cinzas e o reaproveitamento das águas de chuva, para todas as residências. Feita a captação, a água das chuvas dos imóveis é armazenada em uma cisterna e utilizada em lavanderia, vaso sanitário e jardim, gerando uma economia de 50 a 60% no uso da água potável. Ao mesmo tempo, foi feito um reservatório de água potável de 50 mil litros para garantir o abastecimento do condomínio, mas de forma mais direcionada, evitando desperdícios".
ÁREA DE LAZER + SERVIÇOS
Ainda compõem o condomínio a parte de vivência e de educação das crianças, com uma área de lazer integrada ao conceito ecológico, proporcionando bem-estar e qualidade de vida. Há um lago ornamental, a praça do fogo e um playground totalmente direcionado para a educação infantil. "É uma construção diferente, que acrescenta um novo conceito à região. Sua implantação conferiu uma nova centralidade ao local, atraindo estabelecimentos comerciais para a rua do complexo - o que agrega valor à região e responde à questão socioeconômica sustentável. Esses são os pilares que formam o empreendimento. Ele faz a integração das pessoas e as traz para esse mundo novo que precisa surgir. Um modelo de sustentabilidade sistêmica, onde um processo puxa o outro".
O investimento retornará em oito anos, aproximadamente. Após esse período, é lucro para o condomínio, já que as placas possuem vida útil de 25 anosa
Luiz Augusto Marchi
CERTIFICAÇÕES
Atualmente, o Vivá Residence Cacupé está em busca de certificações ambientais. "Tudo foi catalogado, e agora estamos fazendo a neutralização do carbono gerado durante a obra com a compra de crédito de carbono e plantio de árvores nativas na região", conta o idealizador que comemora o sucesso do empreendimento: em quatro meses, foram comercializados mais de 50% dos lotes. "Há muita procura e pouca oferta", conclui.
COLABOROU PARA ESTA MATÉRIA

- Luiz Augusto Marchi - Empresário do ramo da construção civil há 20 anos, fundador da empresa COMARCHI execuções de condomínios e ECOMARCHI consultoria de projetos ambientais e sustentáveis. Natural de Florianópolis - SC, é surfista nas horas vagas e tem como objetivo a luta por um mundo mais sustentável e um novo modelo de construir, educando e proporcionando às futuras gerações uma vida mais consciente e sustentável.
Construtoras brasileiras investem em
projetos com selo ambiental
Fonte: IG - 05.03.2014
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Brasil - A sustentabilidade chegou
com força total aos grandes empreendimentos imobiliários do país,
especialmente no segmento multiuso, que combina num mesmo bairro planejado
imóveis residenciais, comerciais e até escritórios. No Brasil, o total de
projetos com certificação LEED - sistema de classificação de edifícios
promovido pelo Conselho de Construção Verde dos Estados Unidos - quase dobrou
entre o fim de 2012 e janeiro deste ano: passou de 79 para cerca de 150.
Entre as razões para este crescimento na demanda por certificação ambiental
está a possibilidade de atrair mais compradores, com a redução dos custos
operacionais e de manutenção do futuro condomínio e a menor necessidade de
deslocamento - as moradias estão próximas do comércio e dos serviços. "A
questão da sustentabilidade é um argumento a mais na hora da venda", explica
Marcos Casado, diretor técnico e comercial da Sustentech, consultoria
brasileira focada em construção sustentável. Nos empreendimentos multiuso, a
preocupação é ainda mais forte, afirma Claudio Hermolin, diretor da
incorporadora PDG no Rio de Janeiro. "É quase uma obrigação das
incorporadoras pensar em soluções sustentáveis, por uma questão de
sobrevivência. Uma das primeiras perguntas do cliente é: com isso tudo que
está no projeto, quanto vai custar o condomínio?", diz o executivo.
Em São Paulo, a PDG e a construtora Tecnisa desenvolvem o Jardim das
Perdizes, bairro planejado que ocupará uma área de 250 mil metros quadrados
na Zona Oeste. "Quanto maior o projeto, maior a necessidade de incorporar
soluções que impactem menos o meio ambiente", acrescenta Hermolin.
Levantamento da consultoria EY (ex-Ernst & Young) indica que em 2012 o
valor total dos imóveis que reivindicam o selo sustentável LEED atingiu R$
13,6 bilhões no Brasil. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa o segmento de
construção verde representa entre 20% e 30% do mercado, no Brasil este
percentual está em torno de 5%, informa a Sustentech.
"Espaços multiuso apresentam soluções sustentáveis por reunir um público mais
atento e seleto, por receber grande número de pessoas com os mais diversos
perfis", Rogério Santos, CEO da RealtON, empresa de comercialização de
imóveis que tem empreendimentos multiuso na sua carteira.
Há apenas um ano no país, a Arup - companhia inglesa de projeto de engenharia
e consultoria - já conta com uma carteira de 30 projetos, a maior parte nas
áreas de infraestrutura e sustentabilidade. Foi contratada pela brasileira
Odebrecht Realizações Imobiliárias para prestar consultoria de
sustentabilidade no projeto do Parque da Cidade, empreendimento multiuso já
em construção na Zona Sul de São Paulo. Com dez edificações espalhadas por
uma área de 80 mil metros quadrados, o Parque da Cidade pretende ser o primeiro
empreendimento na América Latina a obter a certificação LEED-ND (sigla em
inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental no Desenvolvimento de
Bairro). Diferentemente de outras certificações, esta leva em consideração o
entorno dos edifícios e toda a vizinhança. "Esse tipo de consultoria na área
de sustentabilidade está cada vez mais comum. É importante aos olhos do
mercado. Para nós funciona como uma porta de entrada para novos clientes",
Ricardo Pittella, diretor da Arup no Brasil.
Apesar do apelo de vendas e de algumas vantagens ambientais, os
empreendimentos multiuso estão longe de ser uma unanimidade entre urbanistas.
"Esses bairros planejados são como cidadelas medievais, isoladas por
muralhas. Democracia é o diálogo da diversidade. Ali, não existe democracia
possível", ataca o arquiteto Rafic Farah, cofundador da Escola da
Cidade.
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PROPOSTA ECOCONSTRUCT PARA CONDOMÍNIOS SUSTENTÁVEIS
Conforme cresce a consciência ecológica e os problemas e distúrbios climáticos se espalham pelo mundo, o conceito de condomínios sustentáveis vem se popularizando. Sinais de degradação ambiental já indicam que recursos naturais, tão comuns para nós, estão com sua disponibilidade ameaçada e isso faz crescer entre as pessoas um entendimento que poupar esses recursos é a única forma de assegurarmos que eles continuarão a alimentar e a abastecer os seres humanos que habitarão o nosso planeta no futuro.
Dessa forma, surgiu o conceito dos condomínios sustentáveis que são construções elaboradas para promover uma economia dos recursos naturais e, além disso, garantir que os materiais usados na construção sejam provenientes de áreas de extração ou de fabricação certificadas e que não agridam o meio ambiente, garantindo assim, toda a sustentabilidade da cadeia produtiva desses edifícios verdes.
Assim, cada vez mais presentes nas grandes cidades, os imóveis sustentáveis são a resposta da engenharia, da arquitetura e da engenhosidade humana para o dilema do uso mais racional de recursos como água e energia elétrica.
Algumas soluções existem para minimizar os transtornos causados ao meio ambiente:
§ Uso de painéis solares: instalação para a utilização de aquecimento de água para uso em chuveiros, piscinas, cozinhas, etc.;
§ Instalação de geradores eólicos: realizar o armazenamento da energia dos ventos em baterias, que poderá suprir parte da demanda do condomínio;
§ Disposição e tamanho das janelas: melhoria para que a luz do sol seja aproveitada na maior parte do dia e se elimine a necessidade de iluminação artificial durante o dia;
§ Instalação de sensores em escadas, corredores e áreas comuns: promove uma economia significativa nos gastos de energia elétrica;
§ Mudança no fluxo de água das descargas: instalação de novas válvulas econômicas e mais eficientes;
§ Uso do vento: garante um ganho com a ventilação e diminui o uso intenso de ar condicionado;
§ Reciclagem do lixo: criação de uma coleta seletiva para posterior entrega a uma cooperativa de reciclagem ou a venda para uma indústria;
§ Uso de telhados/lajes e jardins suspensos: impermeabilizados e adequadamente drenados possibilitam captação de água de chuva e melhoria do conforto térmico-acústico;
§ Instalação de medidores individuais de água e gás: proporciona economia à medida que os usuários serão responsáveis pelo pagamento exato do consumo próprio, além da troca de torneiras por modelos eletrônicos ou temporizador por pressão;
§ Ajardinar calçadas e terraços: aumenta a área permeável e reduz as ilhas de calor;
§ Captação da água de chuva: implantar sistemas de coleta da água para irrigação de jardins e para a higienização de áreas comuns;
§ Reuso da água: incorporação de empreendimentos do reuso da água proveniente dos lavatórios e dos chuveiros para passar por uma estação de tratamento de esgoto, e novamente armazenada, para uso exclusivo nos vasos sanitários;
§ Uso de materiais certificados: utilizar materiais de construção certificados e com garantia de terem sido produzidos com efeitos mitigadores de impacto ao meio ambiente;
§ Instalação de placas fotovoltaicas: podem substituir total ou parcialmente a energia elétrica usada no edifício;
§ Tratamento de efluentes / esgotos e águas cinza: usado para ter o adequado lançamento do esgoto no ambiente natural, evitando a contaminação do lençol freático e corpos dágua (rios, lagoas, mar, etc.);
§ Criação de pomar e herbário: possibilita a criação de postos de trabalhos para a comunidade local, permite aos moradores, principalmente as crianças, a ter contato com frutas e verduras diretamente da natureza;
§ Uso de acabamentos claros: adoção principalmente em áreas de grande incidência de luz solar;
§ Churrasqueira "ecológica": possui o sistema de aquecimento a gás em rochas vulcânicas, não produz fuligem e não consome carvão vegetal;
§ Lareira "ecológica": possui o sistema de aquecimento a biofluido à base de etanol, não produz fuligem e não consome carvão vegetal;
§ Pinturas reflexivas: para diminuir a absorção de calor para o edifício;
§ Pinturas com Tintas Ecológicas: Sem os compostos orgânicos voláteis e metais pesados. Tintas naturais ou orgânicas que utiliza como matéria prima extratos vegetais e minerais misturados com óleos e resinas naturais.
§ Criar e promover cursos de gestor ambiental: envolver todo o corpo de funcionários com treinamento adequado visando educação e criatividade.
Assim, com pequenas medidas e um investimento mais bem planejado, podemos atingir os fundamentos para tornar o condomínio mais sustentável, tendo como base a implantação de diferenciais sustentáveis que vão desde o processo construtivo até os procedimentos isolados.
REFERÊNCIA:
www.planetasustentavel.com.br
www.atitudessustentaveis.com.br
www.ecologiaurbana.com.br
www.imoveissustentaveis.com.br
www.revistageracaosustentavel.com.br
www.wwf.org.br/sustentabilidade
www.mundosustentavel.com.br
www.paisagismoemfoco.com.br
www.ambienteenergia.com.br
www.ecobrasil.org.br
Por Camila Rodrigues Ferreira - Enga. Bioenergética - UNIVERSIDADE FUMEC - ECOCONSTRUCT BRAZIL - 10/02/2011.
Condomínios brasileiros estão entre os 18 projetos mais sustentáveis do mundo
Fonte: Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/agosto/condominios-brasileiros-estao-entre-os-18-projetos?tag=arquitetura-e-construcao#ixzz2cbrbXTMO
Cidade Universitária Pedra Branca defende o conceito de urbanismo sustentável integrando uma preocupação com os pedestres, com as construções sustentáveis e a qualidade dos espaços públicos
Foto: Divulgação
Os chamados "bairros sustentáveis" são empreendimentos que buscam reunir áreas comerciais e residenciais, incentivar o deslocamento sem carro e oferecer áreas públicas abertas à população. Nessa linha, dois projetos brasileiros chamaram a atenção da Fundação Clinton e do GBC (Green Building Council), organização que fornece a certificação ambiental Leed a construções imobiliárias.
Ambos em fase de construção, o Parque da Cidade, empreendimento da Odebrecht, no Brooklin (zona sul de São Paulo), e o Pedra Branca, em Palhoça, cidade vizinha à Florianópolis, estão na lista de 18 projetos mais sustentáveis do mundo elaborada pelas duas entidades.
No interior desses empreendimentos destacam-se mecanismos que melhoram o uso de fontes de energia, como painéis solares, e de aproveitamento da água da chuva, por exemplo.
Para os moradores, as propostas representam qualidade de vida, segundo Maria Carolina Fujihara, coordenadora do GBC Brasil. "Hoje, as pessoas entram no carro e dificilmente conversam com a cidade. O bairro sustentável incentiva o senso de comunidade", afirmou à Folha.
Projetos necessários
A professora Angela Maria Gabriella Rossi, da Escola Politécnica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), aponta um aspecto de greenwahing nesses projetos, mas os vê como necessários.
"É fácil vender alguma coisa como sustentável. As empresas incorporam tecnologias ambientais, obtêm certificação e chamam de sustentável. Mas são iniciativas necessárias, com as quais vamos aprender e avançar", ponderou Angela.
Projeto Parque da Cidade, em São Paulo, prevê ruas e calçadas amigáveis para os pedestres e incentivo ao uso de bicicletas
Imagem: Divulgação
Moradora do bairro em Palhoça há quatro anos, Heloisa Hilda Coelho, 44, vê como vantagem a liberdade de ir trabalhar ou levar o filho para a escola de bicicleta. "Tenho aquecimento solar e captação da água da chuva em casa, o que gera economia. Mas o maior ganho está na consciência de que a natureza precisa disso."
Você sabia?
O Brasil quer ser o terceiro país do mundo em construções sustentáveis ainda em 2013. Atualmente o país ocupa a quarta colocação, atrás dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes. Mais de 720 projetos brasileiros aguardam a certificação do GBC.
Características de um bairro sustentável:
- Prioridade para pedestres e bicicletas nas vias públicas;
- Reciclagem de resíduos;
- Áreas comerciais e residenciais no mesmo bairro;
- Variedade de classes sociais;
- Reaproveitamento de água, uso de energia solar e iluminação eficicente;
- Espaços públicos para convivência;
- Integração com o transporte público.
Características de edifícios sustentáveis:
- Uso de materiais recicláveis, como encanamentos de polipropileno;
- Prioridade para madeira certificada (não proveniente de desmatamento ilegal);
- Iluminação com lâmpadas LED, mais duradouras, eficientes e econômicas;
- Mecanismos para economia de água em torneiras e descargas;
- Uso de energia solar e reaproveitamento de água.
Imóveis: aprenda a reduzir a conta de luz e tornar o condomínio mais sustentável
Fonte: Info Money - 20.03.2012 |
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São
Paulo - Algumas medidas utilizadas para reduzir o consumo de água e
energia podem deixar o valor do condomínio mais barato. As despesas com
energia elétrica e água são responsáveis por cerca de 25% do valor da
taxa condominial.
De acordo com o diretor da Paris Condomínios,
José Roberto Iampolsky, a redução do consumo de água influi nos gastos
com a luz. "Como é necessária uma bomba para fazer subir a água para os
apartamentos, menos consumo de água nas unidade se traduz em menor
trabalho para a bomba e, consequentemente, menos gasto de energia",
explica.
O especialista ainda recomenda checar possíveis vazamentos, muito comuns em descargas dos vasos sanitários.
Economia de energia
Pintar
as áreas comuns e os apartamentos de cores claras também reduz o
consumo de energia. Segundo o especialista, um ambiente claro tem menos
necessidade de iluminação artificial durante o dia.
Optar por
lâmpadas fluorescentes ou de LED também ajuda a economizar energia, já
que elas gastam menos que uma incandescente. A LED é o tipo de
iluminação mais econômica, no entanto, é pouco usada por ter um custo
relativamente alto.
Para Iampolsky, a melhor forma de economizar
energia nas garagens é optar por iluminar as áreas de circulação de
veículos e não os boxes. "Se possível, alterne uma luminária acesa e uma
apagada", explica.
Sensores
O especialista ainda
ressalta que a instalação de sensores de presença e minuterias são
essenciais para a redução do consumo de energia.
Os sensores de
presença acionam a iluminação, conforme detectam a movimentação de
alguém. No mercado, existem três tipos desses sensores: o infravermelho,
que é sensível ao calor humano; o ultrassom, que emite ondas que são
rebatidas de volta ao receptor, o qual, por sua vez, aciona a
iluminação; o dual, que é a combinação de infravermelho e ultrassom.
Já
as minuterias mantêm a iluminação durante um período determinado. Para
este dispositivo, existem dois tipos: sistema coletivo, que permite
ligar as lâmpadas de alguns andares ou todos ao mesmo tempo, e sistema
individual, que liga individualmente as lâmpadas de cada andar.
Elevadores
Elevadores
muito defasados contribuem para o aumento na taxas de condomínios.
Esses elevadores gastam mais energia e exigem manutenção constante.
O
ideal é que sejam trocados por elevadores novos e mais modernos. Uma
alternativa à troca é a modernização do equipamento com a instalação do
comando por inversor de frequência. Esse dispositivo faz com que somente
a corrente elétrica necessária seja mandada para o motor do elevador,
gerando uma economia de cerca de 40%. |
Condomínio com estação de tratamento de água
Reutilização da água para limpeza de áreas comuns exigiu instalação de pequena estação de tratamento no subsolo
Por Gustavo Nárlir | Apoio de Engenharia: Juliana Cristina Teixeira
A construtora Loft concluiu, em dezembro de 2010, a primeira torre do Residencial Ecovillagio, localizado no município de Aparecida de Goiânia (GO). Ao todo, serão três torres com 27 pavimentos cada, sendo quatro apartamentos por andar - dois com duas suítes e os outros dois com três suítes. O condomínio conta com piscina, playground e quadra poliesportiva, além de espaço no térreo com centro de conveniências com cinco lojas.
O empreendimento foi classificado como classe média econômica,
segundo explica Gustavo Veras, engenheiro responsável pela obra. No entanto, ele afirma que houve a preocupação de oferecer serviços diferenciados para os moradores. "As piscinas são aquecidas por energia solar de placas fotovoltaicas localizadas acima da guarita", conta. Além disso, há um espaço chamado Ducha Car, específico para lavagem de automóveis, e alimentado por água filtrada em pequena estação de tratamento instalada na parte inferior da torre.
Essa água tem duas origens distintas. Parte é proveniente dos lavatórios e chuveiros e, classificada como água cinza, passa por prumada específica. Parte é pluvial, captada no telhado. Desta, apenas uma fração é utilizada para a Ducha Car, pois 1/3 destina-se a poços de infiltração que, de acordo com Veras, recompõem os lençóis freáticos do terreno. Outra fração, aí sim, é direcionada à estação de água, que realiza o processo de filtragem, cloração e equalização e torna o líquido próprio para o consumo.
O custo para a implantação da estação, que ocupa espaço de 30 m2, foi de R$ 120 mil. "A água cinza desce para o subsolo, chegando à estação de tratamento, onde passa por filtragem por meio de processos aeróbico e anaeróbico a fim de deixá-la adequada ao uso na lavagem de áreas comuns e irrigação de jardins", conta Veras. Ele conta, ainda, que a instalação da estação foi motivada também pela seca que acomete a região de Goiânia - incluindo o local em que o empreendimento está localizado - durante três a quatro meses todos os anos. Em contrapartida, a água dos lavatórios e dos chuveiros é perene, mesmo durante a seca. "Enquanto houver moradores no prédio, vai haver essa água, que é proveniente do próprio uso", explica o engenheiro.
ACABAMENTOS E COLETA SELETIVA
O acabamento interno das unidades foi realizado com pintura lisa, com revestimento cerâmico nas paredes e pisos e gesso no teto. O orçamento desta etapa foi de R$ 627.864,79, o que representa participação de quase 3% no custo total. Já a pintura da fachada é texturizada hidrorrepelente e contempla os custos com revestimento externo, que teve participação orçamentária de 2,33%, resultando em quantia de aproximadamente R$ 500 mil.
O empreendimento ainda conta com serviço de coleta seletiva, com lixeiras específicas para cada tipo de resíduo localizadas nas áreas comuns e nos pavimentos. Para facilitar a saída desse lixo às estações de reciclagem, o prédio tem, no piso térreo, espaço para reservar o material coletado pelos condôminos com acesso direto à rua. Para a construção da primeira torre e implantação dos serviços citados, Veras conta que o valor demandado foi de exatamente 1/3 do valor total mostrado na tabela de custos, o que representa R$ 7,5 milhões.
Eficiência Energética começa no escritório
Fonte: Revista Renergy - 12.2010 |
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Brasil - Os equipamentos utilizados no dia a dia consomem, de alguma forma, energia. A utilização racional de energia fornece a mesma quantidade de valor energético, mas gera economia no uso da fonte. É o que se chama de eficiência energética. Algumas ações, adotadas no local de trabalho, podem contribuir para diminuir o uso de energia sem perda de produção. A adoção de medidas eficientemente energéticas gera uma otimização dos recursos.
Equipamentos
Alguns escritórios montam um espaço de refeição para os funcionários. Na hora de comprar estes eletrodomésticos, dê preferência aos que têm o selo Procel. É um programa para orientar o consumidor no ato da compra indicando os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando assim economia na conta de energia elétrica.
Fugas de energia elétrica
Para localizar esse defeito, desligue todos os aparelhos das tomadas e apague as luzes. Verifique se o disco medidor continua girando. Se continuar e der uma volta em menos de quinze minutos, existe a "fuga" de energia. A causa pode ser defeito na instalação elétrica ou problema no medidor. No primeiro caso, consulte um eletricista. No segundo, procure a companhia de fornecimento de energia elétrica.
Iluminação
Sempre que possível, evite acender lâmpadas ao dia. Ao sair do ambiente, apague as luzes. Dê preferência às lâmpadas fluorescentes compactas (LFC) ou circulares. Além de consumir 1/3 menos energia que as correlatas incandescentes, duram 10 vezes mais. Estas lâmpadas são indicadas para qualquer ambiente que necessite de iluminação continuada por mais de 2 horas seguidas. Faça opção por lâmpadas duplas ou triplas com reatores eletrônicos.
Computador
Nas pausas mais prolongadas, desligue totalmente o aparelho. inclusive o estabilizador. Sempre que der uma pausa rápida no seu trabalho, desligue o monitor de vídeo. Ele é responsável por 70% do consumo de energia. Se puder, configure-o para desligar automaticamente após alguns minutos sem utilização.
Ar condicionado
Ao usar o ar, mantenha as portas e janelas fechadas. Limpe os filtros periodicamente. Sujos, eles impedem a circulação livre de ar, aumentando o consumo de energia. Instale o aparelho em local com boa circulação de ar. Evite áreas expostas a ralos solares. Regule o termostato para a temperatura adequada. O frio máximo, além de consumir mais energia, nem sempre é a melhor solução de conforto.
Atitude
Além do bom funcionamento dos aparelhos e da instalação elétrica, é importante que, no ambiente de trabalho, a fim de economizar energia, essas dicas sejam postas em prática. De que serve todo esse conhecimento, se um vai ficar esperando pelo outro, ou se acha que é papel da empresa designar alguém para esta tarefa. Seja ativo. Forme uma comissão para verificar como a empresa pode gastar menos energia.
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